segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ser Humano

O homem tem-se encontrado em uma constante busca por auto-suficiência. Procura ser independente em todas as questões cabíveis ao termo. É independência financeira, sentimental, espiritual, etc. Ao que tudo indica, faz bem ao ser humano sentir-se superior aos demais, e para tal, o mesmo acaba passando por cima de pequenas regras da boa educação.

Tenho notado ultimamente a necessidade humana de ter a opinião certa, a necessidade de ser aceito (não pelo que é, mas pelo que se faz parecer), logicamente essa regra não se aplica a todos os casos, mas esse comportamento vem sendo cada vez mais crescente.


Acredito que falta submissão. Falta um pouco do “negue-se a si mesmo”. Se as pessoas continuarem agindo dessa maneira, a tendência é que acabem sozinhas, cada uma com sua superioridade e auto-suficiência, mas sem ninguém a quem demonstrá-las.





by Jéssica Carolaine

Jason Mraz

Desde o início do imenso sucesso de sua música 'I'm yours', comecei a conhecer um pouco mais do cantor norte-americano Jason Mraz. Há uns 3 meses em que não paro de escutar suas canções. Aqui então está a biografia do mesmo:

JASON THOMAS MRAZ. Cantor e compositor norte-americano, nascido em 23 de Junho de 1977 em Mechanicsville, no estado da Virginia. Seu sobrenome é do seu avô, tcheco, que se mudou para os EUA em 1915.

Com hits grudentos como "I'm Yours", "Lucky", "Geek In the Pink" e "The Remedy (I Won't Worry)" o cantor e compositor já tem três álbuns lançados e vem conquistando fãs por todo o planeta, além do sucesso de crítica.
Mraz estudou na Universidade de Longwood. Mas em pouco tempo, ele foi para The American Musical and Dramatic Academy, em Nova York, para estudar Teatro Musical. Depois se mudou para San Diego, na Califórnia.
As maiores influências de Jason são o pop, rap, folk, country, rock e jazz.
Sua carreira musical iniciou em 1999, mas somente em 2002 ele assinou contrato com a Elektra Records e lançou "Waiting For My Rocket to Come", com sucesso comercial e de crítica.

Em 2005, Jason abriu os shows de Alanis Morrissette, na tour "Jagged Little Pill Acoustic" e para os Rolling Stones, na tour do álbum "A Bigger Bang". No mesmo ano, lançou o "Mr. A-Z", conseguindo sucesso comercial maior, principalmente com o lançamento de "Geek In The Pink". Nos Estados Unidos, "Mr. A-Z" vendeu mais de um milhão de cópias e ainda conseguiu a quinta posição no Billboard Hot 200. O álbum recebeu duas indicações ao Grammy, de Melhor Produtor e Melhor Engenharia de Álbum.

Mas, com tanto sucesso, Mraz ficou desiludido com a rotina massiva de shows e gravações. "Eu tinha perdido todo o interesse em fazer música, eu perdi o interesse em fazer turnê. Aquilo não estava certo".
Então ele resolveu simplesmente parar, para fazer o que ele considera "atividades humanas normais": jardinagem, cuidar de Holmes (seu gato!). Além de tocar em cafés em San Diego. "Eu disse que queria ir à mercearia novamente. Queria lavar minha própria roupa. Eu queria arrumar um jardim. Queria criar um gato".

Depois do "básico", Jason já estava pronto para tudo de novo. E sem pressão da gravadora ou de empresários. Para ele, essa pressão toda faz com que ele se sinta como se não estivesse escrevendo a partir do coração e sim escrevendo para alguma outra coisa. Foi daí que saiu "We Sing. We Dance. We Steal Things", de 2008.

Gravado em Londres, "We Sing. We Dance. We Steal Things" estreou em terceiro lugar no Billboard Hot 200. O cantor começou a fazer mais sucesso fora de seu país natal, em países como Nova Zelândia, Inglaterra, Noruega e claro, o Brasil!

Sobre suas influências nas letras, Mraz diz: "Qualquer relacionamento com uma pessoa conta uma história. Frequentemente é bem profundo... para mim isso gera um grande material".

Mas não é só música que Jason faz. Fotografia e cuidar uma plantação de abacates (!) estão entre seus afazeres.

Sobre as fotos, ele já lançou um livro com suas Polaroids, chamado de "A Thousand Things". E sobre os abacates ele diz, "Eu queria viver na selva e a casinha que eu encontrei era cercada por árvores de abacates."

Ele também gosta de surfar, há quatro anos. "Eu mudei minha filosofia de vida. Comecei a prestar mais atenção à minha saúde e minhas atitudes."
Mraz é também religioso e o começo de sua história com a religião é curiosa: "Eu estava na Austrália e um pacote foi deixado no hotel para mim, cheio de livros e CDs: livros sobre budismo, livros sobre Bhagavad Gita, sobre cristianismo, ensinamentos de Sai Baba e a 'Autobiografia de Yogi'. Todos esses livros religiosos simplesmente apareceram, sem nenhum bilhete, além de 'quando terminar de lê-los, passe-os adiante'".

Isso o levou à Índia e também a escrever coisas que ele achou que nunca escreveria. Até hoje ele não sabe quem mandou o pacote.

Jason Mraz é isso: jardineiro, fotógrafo, surfista, religioso e eventual cantor e compositor. Mais alguma coisa?

Última música lançada pelo Mraz:


Música que o deu projeção:


by Diego Quintão

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Sobre o tempo cronológico


O tempo cronológico, linear e em seqüência, que dita o ritmo de nossas vidas, chama-se cronos. Na tradição grega, desenvolve-se a mitologia do Tempo (Chronos) ligado à Memória (Mnemosýne), sua irmã. A experiência humana do tempo – como se fosse uma força que destrói -, se ligada à memória, pode fornecer a ilusão de eternidade. O Tempo é anterior aos deuses olímpicos. Há o relato de Hesíodo, por exemplo, sobre a Terra (Gaia) e o Céu (Uranos) que geraram o Tempo (Chronos), pai de Zeus, e a Memória (Mnemosýne). Para os gregos, cronos representava o tempo que falta para a morte, um tempo que se consome a si mesmo. Por isso, seu oposto é kairos: momentos afortunados que transcendem as limitações impostas pelo medo da morte!
Kairos é uma antiga noção grega que se refere a um aspecto qualitativo do tempo. A palavra kairos, em grego, significa o momento certo. A palavra correspondente em latim, momentum, refere-se ao instante, ocasião ou movimento, que deixa impressões únicas por toda uma vida. Por isso, kairos refere-se a uma experiência temporal na qual percebemos o momento oportuno em relação à determinada ação: saber a hora certa de estar no lugar certo.
Podemos, então, definir o tempo do agir humano como tempo Chronos e o tempo transcendente como Kairos, pois o mundo espiritual trabalha no tempo kairos.
Nosso conhecimento inicial do tempo provinha de narrativas orais ou escritas, que se iniciaram com as civilizações antigas como uma forma de estabelecer vínculo com o passado. A tradição das narrativas era um modo de se integrar à ação com a organização espaço-temporal das comunidades. O tempo, que intervém no discurso ou nas narrativas em geral, apresenta dois aspectos principais: a “história inventada”, voltada ao entretenimento, já que seu objeto é a abstração e imaginação e não a realidade; e a História, como objeto de estudo, para narrar e explicar um discurso cuja verdade lhe é exterior sob o ponto de vista do autor, origem, localização geográfica e sociedade organizada presente nela.
Portanto, a construção do Tempo humano privilegia a Memória como conquista progressiva do homem, tanto de seu passado individual como do passado coletivo do grupo social que estava inserida.
Nesses dias a conexão entre o tempo e o espaço era bastante nítida. Todas as culturas deste tempo possuíam maneiras de calcular o tempo: calendários, entre outros. O cálculo do tempo, base da vida cotidiana, sempre vinculou tempo e lugar: o “quando” só fazia sentido se vinculado ao “onde”. A vida social estava dominada pela localização das atividades. Porém, com o advento das novas formas de comunicação – internet, etc – pode-se perceber que há uma transformação no comportamento humano, principalmente dos jovens, pois podemos interagir com pessoas de todo o mundo simultaneamente, assim o tempo cronológico está tomando outros rumos. Temos hoje na internet uma hora mundial, barreiras estão sendo quebradas e o “quando” e o “onde” já não ditam todas as regras em nossos dias.

O tempo pontual das sociedades informatizadas

Sociedade Informatizada é aquela que, essencialmente, se baseia na utilização de computadores para inúmeros tipos de tarefas como pesquisa em diversos âmbitos, consultas bancárias, conexão com outros usuários, entre outros.
Essas máquinas chegaram a tão alto patamar tecnológico que hoje acaba por substituir muitas funções antes executadas pelo próprio homem e que já não podem executar sem a intervenção dos mesmos.
A grande gama de oportunidades e informações que são disponibilizadas através da rede mundial de computadores torna essa sociedade como se fosse uma interligação entre pessoas sem que a distância entre elas influencie. Apesar das facilidades de se conectar a essa rede, ainda há muitas pessoas que são excluídas desse meio da informatização. Há vários questionamentos de diversos autores sobre a influência desse tipo de comportamento na vida social atualmente e futuramente.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Num esforço para compreender o tempo em que vivemos ou o tempo que algumas pessoas/grupos vivem no presente, PierreLévy(1993) analisa outras formas de viver/sentir/pensar/produzir o tempo na era da informática. A primeira inferência diz da velocidade do tempo, não mais adequado à linearidade proposta ou imposta pela modernidade ou, no dizer do autor, o tempo das sociedades da escrita. Esta velocidade é percebida em vários sentidos e estamos sempre"atrasados" em relação a essa tecnologia.


Pierre Lévy (1993) aborda as temporalidades mutantes do entorno técno-social e apresenta três modalidades temporais não lineares e seqüenciais, mas coexistentes, concomitantes. Primeiramente, destaca uma temporalidade cíclica das sociedades de transmissão oral, em que a palavra funciona como um gestor da memória social, ritualizando a passagem do tempo como um constante recomeço. É o tempo do eterno retorno, o tempo circular. Um tempo em que guardar todas as aprendizagens na memória tem sentido, pois é uma garantia de preservação cultural. Lévy também aponta o tempo linear das sociedades da escrita, que imprime uma ordem seqüencial nos calendários, datas,anais e arquivos. É a memória estocada, é o tempo da irreversibilidade. É o tempo em que os registros gráficos e, principalmente a escrita, passam a modular as relações e constituem"estocadores" de memória. Por fim, o tempo pontual das sociedades informatizadas; o tempo da memória curta, que salta de um ponto a outro, organizado como rede, como rizoma. Tempos passados que se presentificam, coexistem.


As reflexões sobre o tempo, destacadas por Lèvy, colocam em questão a mutação temporal que está em curso e que está produzindo outras subjetividades. O autor afirma que "linguagem e técnica contribuem para produzir e modular o tempo".

BERGAMASCHI, Maria Aparecida (UFRGS)




terça-feira, 26 de maio de 2009

O pensamento primitivo da sociedade pré-industrial


“A mais nobre aquisição da humanidade é a fala, e a arte mais útil é a escrita. A primeira distingue eminentemente o homem da criatura bruta; a segunda, dos selvagens sem civilização.”

Astle (apud OLSON, 1997, p.19)
PASSADO E PRESENTE, QUE TEMPOS SÃO ESTES? A ESCRITA, O LEITOR E A ERA DIGITAL. Fabrício dos S. Brandão

Desde a era mais primitiva a humanidade tentou recorrer de algum modo a um tipo de atividade que traduzisse os seus sentimentos, emoções, feitos e, principalmente, o seu pensamento. Assim, utilizou-se de vários recursos mnemônicos como os mitogramas, calendários, mas estes ainda não permitiam que o homem interagisse no espaço social mais ativamente.
A preocupação com a lembrança, a recordação de maneira mais envolvente e universal levou os fenícios a inventar um sistema gráfico para o discurso mesmo não sendo esta a intenção. Naquela oportunidade o alfabeto estava formando um dos principais meios de se comunicar.
Por sua vez o alfabeto, como sinônimo de escrita, transformou-se em uma dádiva para a relação interpessoal e interespacial, por este caminho, sociedades nas mais diferentes partes do planeta irão cultuá-lo a ponto de ressignificá-lo na forma de língua.
Logo, expressar o verbal para a sociedade grega funcionou como um instrumento de imortalidade cultural, espiritual, artística e política, legando aos nossos dias formas de ver e pensar o mundo. Na verdade, o aparecimento desta habilidade comunicativa no campo social fez da sua natureza diversas forças, sejam estas, de poder, dominação, intelectualidade ou até mesmo de memória.

PASSADO E PRESENTE, QUE TEMPOS SÃO ESTES? A ESCRITA, O
LEITOR E A ERA DIGITAL.
Fabrício dos S. Brandão


"Novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das telecomunicações e da informática. As relações entre os homens, o trabalho, a própria inteligência dependem, na verdade, da metamorfose incessante de dispositivos informacionais de todos os tipos. Escrita, leitura, visão, audição, criação, aprendizagem são capturados por uma informática cada vez mais avançada. Não se pode mais conceber a pesquisa científica sem uma aparelhagem complexa que redistribui as antigas divisões entre experiência e teoria. Emerge, neste final do século XX, um conhecimento por simulação que os epistemologistas ainda não inventaram".
(LÉVY, Pierre. As tecnologias da Inteligência - O futuro do pensamento na era da informática. São Paulo: Editora 34, 2004, 13a. Edição.)