terça-feira, 26 de maio de 2009

O pensamento primitivo da sociedade pré-industrial


“A mais nobre aquisição da humanidade é a fala, e a arte mais útil é a escrita. A primeira distingue eminentemente o homem da criatura bruta; a segunda, dos selvagens sem civilização.”

Astle (apud OLSON, 1997, p.19)
PASSADO E PRESENTE, QUE TEMPOS SÃO ESTES? A ESCRITA, O LEITOR E A ERA DIGITAL. Fabrício dos S. Brandão

Desde a era mais primitiva a humanidade tentou recorrer de algum modo a um tipo de atividade que traduzisse os seus sentimentos, emoções, feitos e, principalmente, o seu pensamento. Assim, utilizou-se de vários recursos mnemônicos como os mitogramas, calendários, mas estes ainda não permitiam que o homem interagisse no espaço social mais ativamente.
A preocupação com a lembrança, a recordação de maneira mais envolvente e universal levou os fenícios a inventar um sistema gráfico para o discurso mesmo não sendo esta a intenção. Naquela oportunidade o alfabeto estava formando um dos principais meios de se comunicar.
Por sua vez o alfabeto, como sinônimo de escrita, transformou-se em uma dádiva para a relação interpessoal e interespacial, por este caminho, sociedades nas mais diferentes partes do planeta irão cultuá-lo a ponto de ressignificá-lo na forma de língua.
Logo, expressar o verbal para a sociedade grega funcionou como um instrumento de imortalidade cultural, espiritual, artística e política, legando aos nossos dias formas de ver e pensar o mundo. Na verdade, o aparecimento desta habilidade comunicativa no campo social fez da sua natureza diversas forças, sejam estas, de poder, dominação, intelectualidade ou até mesmo de memória.

PASSADO E PRESENTE, QUE TEMPOS SÃO ESTES? A ESCRITA, O
LEITOR E A ERA DIGITAL.
Fabrício dos S. Brandão


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