Sociedade Informatizada é aquela que, essencialmente, se baseia na utilização de computadores para inúmeros tipos de tarefas como pesquisa em diversos âmbitos, consultas bancárias, conexão com outros usuários, entre outros.Essas máquinas chegaram a tão alto patamar tecnológico que hoje acaba por substituir muitas funções antes executadas pelo próprio homem e que já não podem executar sem a intervenção dos mesmos.
A grande gama de oportunidades e informações que são disponibilizadas através da rede mundial de computadores torna essa sociedade como se fosse uma interligação entre pessoas sem que a distância entre elas influencie. Apesar das facilidades de se conectar a essa rede, ainda há muitas pessoas que são excluídas desse meio da informatização. Há vários questionamentos de diversos autores sobre a influência desse tipo de comportamento na vida social atualmente e futuramente.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Num esforço para compreender o tempo em que vivemos ou o tempo que algumas pessoas/grupos vivem no presente, PierreLévy(1993) analisa outras formas de viver/sentir/pensar/produzir o tempo na era da informática. A primeira inferência diz da velocidade do tempo, não mais adequado à linearidade proposta ou imposta pela modernidade ou, no dizer do autor, o tempo das sociedades da escrita. Esta velocidade é percebida em vários sentidos e estamos sempre"atrasados" em relação a essa tecnologia.
Pierre Lévy (1993) aborda as temporalidades mutantes do entorno técno-social e apresenta três modalidades temporais não lineares e seqüenciais, mas coexistentes, concomitantes. Primeiramente, destaca uma temporalidade cíclica das sociedades de transmissão oral, em que a palavra funciona como um gestor da memória social, ritualizando a passagem do tempo como um constante recomeço. É o tempo do eterno retorno, o tempo circular. Um tempo em que guardar todas as aprendizagens na memória tem sentido, pois é uma garantia de preservação cultural. Lévy também aponta o tempo linear das sociedades da escrita, que imprime uma ordem seqüencial nos calendários, datas,anais e arquivos. É a memória estocada, é o tempo da irreversibilidade. É o tempo em que os registros gráficos e, principalmente a escrita, passam a modular as relações e constituem"estocadores" de memória. Por fim, o tempo pontual das sociedades informatizadas; o tempo da memória curta, que salta de um ponto a outro, organizado como rede, como rizoma. Tempos passados que se presentificam, coexistem.
As reflexões sobre o tempo, destacadas por Lèvy, colocam em questão a mutação temporal que está em curso e que está produzindo outras subjetividades. O autor afirma que "linguagem e técnica contribuem para produzir e modular o tempo".
BERGAMASCHI, Maria Aparecida (UFRGS)
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